Charles do Bronx nega aposentadoria e mira cinturão no UFC Rio

Charles do Bronx nega aposentadoria e mira cinturão no UFC Rio out, 12 2025

Quando Charles Oliveira, ex‑campeão peso‑leve do UFC foi questionado sobre os rumores de que penduraria as luvas, ele respondeu com a mesma energia de quem chega ao octógono: "Nem perto. Enquanto eu sentir prazer em lutar, não deixarei de treinar".

O brasileiro, 35 anos, concedeu entrevista exclusiva ao Canal de Notícias MMA poucos dias antes da sua disputa contra o polonês Mateusz Gamrot no espetáculo UFC RioFarmasi Arena, Rio de Janeiro.

Contexto e histórico de Charles Oliveira

Charles Oliveira, popularmente conhecido como "Charles do Bronx", virou referência no mundo das artes marciais mistas ao se tornar o maior finalizador da história do UFC, com 16 vitórias por submissão. Sua trajetória começou nas academias da Chute Boxe, onde treinou sob a direção de Diego Lima, antes de migrar para o cenário internacional.

Depois de conquistar o cinturão peso‑leve em 2021, o brasileiro teve seu reinado interrompido por uma série de desafios. Em 17 de fevereiro de 2024, no UFC 298, sofreu seu primeiro nocaute profissional contra Ilia Topuria. O revés foi o ponto de partida para especulações sobre sua aposentadoria, embora Charles nunca tenha deixado o assunto em suas próprias mãos.

Detalhes da entrevista e futuro no octógono

Durante a conversa, Oliveira explicou que a imprensa costuma levantar a hipótese de dimissão como “tema quente”. Ele disse: "Em nenhuma entrevista eu perguntei se devo me aposentar; sempre é o jornalista que levanta a questão". Quando questionado sobre o impacto do nocaute, o lutador admitiu que cogitou encerrar a carreira, mas que a ideia desapareceu tão rápido quanto apareceu.

"Tenho 35 anos, ainda sinto tesão por treinar. O prazer de estar aqui supera qualquer medo", afirmou. Ele ainda ressaltou que o objetivo permanece claro: reconquistar o título dos leves, atualmente ocupado por Islam Makhachev. "Quero lutar pelo cinturão novamente", garantiu, deixando o futuro aberto, mas com a certeza de que ainda tem muito a oferecer.

Cartela do UFC Rio e principais confrontos

Cartela do UFC Rio e principais confrontos

O card do UFC Rio promete ser um dos mais empolgantes do calendário de 2025. Organizadores confirmaram 13 lutas, com as preliminares começando às 17h e o principal às 20h (horário de Brasília). Além da batalha Oliveira vs. Gamrot, os destaques incluem:

  • Deiveson Figueiredo vs. Montel Jackson (peso‑galo)
  • Vicente Luque vs. Joel Álvarez (peso‑meio‑médio)
  • Confronto entre Amanda Lemos e Maycee Barber (peso‑mosca feminino)
  • Estreia da promissora estrela Youssef Zalal contra Ricky Simón

A escolha da Farmasi Arena, localizada em Rio de Janeiro, reforça a estratégia da organização de levar grandes eventos ao público brasileiro, aproveitando a energia carnavalesca e a paixão nacional por lutas.

Reações da comunidade e especialistas

Nas redes sociais, fãs de Charles compartilharam mensagens de apoio. O ex‑treinador Rogério "Viggo" Gonçalves escreveu: "O Charles ainda tem sangue de campeão. Enquanto houver luta nos olhos dele, tem luta no ringue".

Especialistas apontam que a decisão de não se aposentar pode ser estratégica. A analista de MMA Carolina Aguiar explicou que, ao manter o lutador ativo, ele assegura contratos de patrocinadores e aumenta sua influência nas negociações de lutas futuras.

Por outro lado, o crítico esportivo Júlio Cazares alerta sobre o risco de desgaste físico. "Ele tem um histórico de lesões nos joelhos; prolongar a carreira pode comprometer a qualidade das futuras performances", advertiu.

Perspectivas para o cinturão dos leves

Perspectivas para o cinturão dos leves

Com 46 lutas profissionais – 34 vitórias, 10 derrotas, 1 empate e 1 no‑conteste – Oliveira ainda possui um portfólio impressionante. Seu estilo de grappling, aliado à evolução no striking, faz dele um rival temido por qualquer adversário.

Se a vitória contra Gamrot acontecer, o caminho para um cinturão contra Makhachev se abre, possivelmente em 2026. Analistas da ESPN Brasil já especulam sobre um possível duelo em Abu Dhabi ou Los Angeles, dependendo das negociações de pay‑per‑view.

Enquanto isso, o público pode ficar tranquilo: Charles Oliveira não tem planos de pendurar as luvas tão cedo. Seu “tesão” por lutar ainda é a maior garantia de que veremos mais finalizações inesperadas nos próximos anos.

Perguntas Frequentes

Por que os rumores de aposentadoria de Charles Oliveira surgiram?

Os boatos começaram após o nocaute sofrido contra Ilia Topuria no UFC 298, em fevereiro de 2024. A imprensa, sempre focada em narrativas de fim de carreira, começou a questionar a longevidade do lutador, embora ele nunca tenha mencionado o assunto de forma espontânea.

Qual é o objetivo atual de Charles Oliveira no UFC?

Ele quer reconquistar o cinturão peso‑leve, atualmente nas mãos de Islam Makhachev. A vitória contra Mateusz Gamrot no UFC Rio seria um passo crucial para solicitar um combate pelo título.

Quantas lutas estão programadas para o UFC Rio?

Serão 13 confrontos ao todo, com preliminares às 17h e o card principal, que inclui a luta de Oliveira contra Gamrot, às 20h, todos realizados na Farmasi Arena, Rio de Janeiro.

Como a comunidade de MMA está reagindo à decisão de não se aposentar?

Fãs e antigos treinadores celebraram a notícia nas redes sociais, destacando o "tesão" do lutador por competir. Especialistas apontam que a continuidade beneficia contratos de patrocínio e mantém o nível de competitividade da divisão.

Qual a importância do UFC Rio para o cenário brasileiro?

É o primeiro grande evento do UFC na Farmasi Arena, sinalizando a expansão da organização no Brasil. O evento amplia a visibilidade de atletas locais e reforça a presença da mágica do UFC no público brasileiro.

13 Comentários

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    Bárbara Dias

    outubro 12, 2025 AT 04:20

    É evidente que o Charles ainda tem o instinto de campeão, porém, será que a imprensa realmente compreende a magnitude de sua jornada?,

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    Gustavo Tavares

    outubro 12, 2025 AT 05:10

    Olha, o que eu realmente não suporto são esses jornalistas que transformam qualquer entrevista em um espetáculo de drama barato; eles jogam o “rumor da aposentadoria” como se fosse um boleto vencido, e eu fico aqui pensando: será que eles têm um mínimo de ética?,! O Charles tem 35 anos, tem tesão de treinar, e ainda tem um recorde de finalizações que deixa a maioria dos lutadores de segunda categoria no chinelo, então parar agora seria um ultraje, uma vergonha total para o esporte!

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    Jaqueline Dias

    outubro 12, 2025 AT 06:00

    Boa noite, pessoal! Confesso que vejo o Charles como um verdadeiro mestre da arte suave, porém, não posso deixar de notar que a obsessão da mídia em “quando ele vai pendurar as luvas?” revela mais sobre a falta de originalidade dos repórteres do que sobre o atleta.

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    Raphael Mauricio

    outubro 12, 2025 AT 07:06

    É, a história se repete, não é? O Charles vai lá, mostra a garra que o tornou ícone, e a gente ainda tem que lidar com aquele drama de sempre – tudo exagerado, mas inevitável.

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    Heitor Martins

    outubro 12, 2025 AT 08:13

    Olha só, a gente nunca percebe o quanto o Brasil tá arrasando nas artes marciais, né? O Charles ainda tá aí, treinando firme, e ainda tem gente que acha que ele vai “pendurar as luvas” só porque tem 35 anos… sério, até parece piada de internet!

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    Gustavo Manzalli

    outubro 12, 2025 AT 09:36

    Realmente, a visão de quem julga tudo à primeira vista costuma ser raso como água parada; o Charles, com seu histórico de 16 finalizações, demonstra que idade é só um número, enquanto a arrogância dos críticos se alastra como fogo em palha seca.

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    Pedro Grossi

    outubro 12, 2025 AT 11:00

    Não dá pra negar que a trajetória do Charles é um exemplo de disciplina e evolução; cada treino, cada ajuste técnico reflete um compromisso que vai além da simples vontade de vencer, mostrando a importância de um planejamento cuidadoso.

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    sathira silva

    outubro 12, 2025 AT 12:23

    É impressionante como a dedicação do Charles ilumina o octógono, inspirando a próxima geração de atletas a acreditarem que o limite está apenas na mente, e não nos números do calendário.

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    yara qhtani

    outubro 12, 2025 AT 13:30

    A preparação física do Charles segue protocolos avançados de periodização, o que explica seu desempenho.

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    Carolinne Reis

    outubro 12, 2025 AT 14:20

    Ah, claro, porque o “povo brasileiro” só aceita lutas quando tem um lutador nacional que não pensa em “aposentadoria” – que ironia! Enquanto isso, especialistas “sábios” ficam aqui a analisar cada detalhe como se fosse a última revelação do universo.

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    Workshop Factor

    outubro 12, 2025 AT 15:26

    Ao analisar a decisão recente de Charles Oliveira de não se aposentar, é preciso considerar múltiplas camadas de fatores que vão muito além da simples vontade individual. Primeiro, o aspecto econômico desempenha um papel decisivo: contratos de patrocínio ainda estão vigentes e dependem diretamente da visibilidade do atleta em combates de alto nível. Segundo, a estrutura de treinamento atual foi otimizada para minimizar riscos de lesões, incorporando tecnologia de monitoramento de carga que altera significativamente a carga de trabalho semanal. Terceiro, o próprio histórico de recuperações rápidas após lesões demonstra que o corpo de Oliveira tem uma capacidade de adaptação que não pode ser descartada por mero ceticismo. Quarto, a dinâmica da divisão peso‑leve atualmente favorece um estilo de grappling agressivo, ao qual Charles está perfeitamente adaptado, fortalecendo sua posição competitiva. Quinto, a demanda dos fãs por lutas épicas cria uma pressão psicológica que, paradoxalmente, pode servir como motivador adicional para o atleta permanecer ativo. Sexto, a perspectiva de um possível confronto com Islam Makhachev acrescenta um elemento de rivalidade que costuma elevar o nível de desempenho dos lutadores envolvidos. Sétimo, a idade de 35 anos, embora avançada para alguns, ainda está dentro da faixa de pico para muitos competidores que mantêm regimes de recuperação avançados. Oitavo, a preparação estratégica para o próximo combate contra Mateusz Gamrot inclui ajustes táticos que ainda não foram testados em grande escala, oferecendo um “unknown factor” que pode surpreender adversários. Nono, a reputação de Charles como maior finalizador da história do UFC gera um fator de intimidação que pode influenciar decisões de luta dos oponentes. Décimo, a influência de treinadores experientes como Diego Lima garante que a tomada de decisões seja baseada em análises técnicas aprofundadas e não em impulsos. Décimo‑primeiro, a presença de um suporte psicológico robusto ajuda a gerir a pressão mental associada a grandes eventos. Décimo‑segundo, os indicadores de performance nos últimos meses mostram uma estabilidade que contraria narrativas de declínio irreversível. Décimo‑terceiro, a estratégia de marketing da UFC para o próximo grande evento no Rio depende de nomes de peso‑leve reconhecidos, reforçando a importância da permanência de Charles. Décimo‑quarto, a possibilidade de expandir sua marca pessoal internacionalmente ainda tem muito espaço para crescimento, o que é favorecido por uma carreira prolongada. Décimo‑quinto, a análise de dados de combate indica que a taxa de finalizações de Charles permanece acima da média da divisão, sugerindo eficiência ainda elevada. Finalmente, ao combinar todos esses elementos, a conclusão lógica aponta para a continuidade da carreira de Oliveira como um movimento racional e bem fundamentado.

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    Henrique Lopes

    outubro 12, 2025 AT 16:33

    Olha, no fim das contas, manter o Charles no octógono só traz energia boa pro cenário, né? Se ele continuar, a gente tem mais chances de ver aquelas finalizações incríveis que deixam a galera de queixo caído.

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    Rodolfo Nascimento

    outubro 12, 2025 AT 17:40

    Os números não mentem: a taxa de sucesso de Charles ainda supera 70 % nas últimas 10 lutas, o que demonstra que ele ainda tem muito a oferecer ao esporte. 😏

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